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29 de janeiro



Todos os domingos havia uma feirinha de artesanato na praça Templo de Salomão, algumas quadras depois do Bosque do Luca. Como as outras daquele canto do bairro, era uma praça bem cuidada e aconchegante. Algumas dúzias de barracas se enfileiravam nos caminhos internos e muitos moradores da região apareciam para comer e comprar.

Regularmente uma ou um dos Sigl ia para lá e voltava com alguma preciosidade perdida, ou uma peça bem feita que revendiam por algumas vezes o valor da compra. E, claro, haviam aquelas barracas que eles iam antes de todas as outras.

- Ora, ora, tona Lia, há quanto tempo! Tudo bom?

- Tudo bom, Almirante. Tem novidadi? :)

- Sim, claro - o canteniano, de pele de forte tom de laranja e sempre vestido de largas camisas com temas marítimos, sorri - tem alcume couse que guardei só para ti e teu marito. Como vai a vida?

- Vai bem... Ei, onde está aquela tua ajudante?

- A Catarina? Está bor aí, o movimento ainta está fraco e a deixei antar um pouco pera praça - dá de ombros - e tua filhinha, como esdá?

- Está ali, brincando =)

Klara passa do outro lado da via interna da praça, carregando um brinquedo e falando "vuuuuush".

- Ah, não dinha visto.

Claro que tinha, cantenianos veem tudo.

- E o que tu tem dessa vez, me deixou curiosa :)

- Não quer ver antes as outre pece que tenio à venda? Olhe esti colares gue minha esposa fez, e esdes brochi que consegui de um contato tistan...

- Almirante, se tu quisesse que eu visse isso, não me entregaria antes que tem couse guardade para nós :)

O homem levanta os braços numa caricatura do gesto de "me rendo" e tira de baixo da mesinha uma caixa de papelão com escritos em francês e letras tymyzes, remendada com toneladas de fita adesiva. Provavelmente embalou algum produto vindo de Nahk, mas agora continha uma peça de madeira com pezinhos e duas dobradiças nas laterais que se abriam, revelando um conjunto de três pinturas bastante detalhadas.

- Um tríptico, que lindo! Quem é o artista? Foi feito para lembrar algum aniversário do fim da Tutela, sé? Não consigo ler letre canteniane^^""

- Consequi fazendo escambi, dona Lia. Tem couse que candeniani só passam a canteniani.

- Apesar que a narrativa das pinture é bem da Terra, não é? A Chegada da Constelação, a Tutela e a Tragédia das Ilhe... e está tudo tão bonitinho e detalhado e estilizado e... - ela olha com atenção, seus dedos contornando as figuras sem tocar os desenhos de dezenas de pessoas e objetos encenando os feitos de cada marco histórico representado. A obra e seu suporte não eram antiguidades, mas o talento aplicado na composição e na execução valorizava a peça, além de que a temática tinha seu nicho de compradores... - levarei sim.

- Em dinheilo? Ou o gue tu trouxe na sacola é para troca?

- Não, em dinheiro, claro e.... sim, te trouxe algo para troca. Está meio sujo, encontramos isso jogado no Quarto Centenário de Cima, depois de visitar uma cliente. Talvez interesse alguém - Lia retira um bloco enorme de madeira-grafite, um cubo de palmo e meio de suas mãos. Aparentemente alguém esculpiria algo mas desistiu, pois haviam talhos discretos e algumas marcações a giz. Era do tipo de madeira nobre, daquele que não cresce nem no solo nem na atmosfera da Terra.

- Sim, sim... com cerdeza interessa alguém que conheço - Almirante pega a peça como que reverência - mas o gue mais voi querem em troca...?

Ela olha para cima, suspira e diz de uma só vez para não dar tempo de mudar de ideia:

- Tuaindatemaquelefoti?

- Hã? Por favor, dona Lia, fale defagar porque sou duro de ouvito que nem um canteniano - ri.

- Tu... ainda tem aquele.... - se lembra de outro assunto, muda de ideia - tu ainda conversa com aquele teu amigo... o Padre... Bispo.... é um religioso... - fala as palavras indecisa da correta.

- Gual?

- O que faz cópie...

O Almirante gargalha alto.

- Ah, sim, o Monge. Ou "Senhor Monxe de Ferro, o Inefável Copiador das Sete Chavi", como a chamamos ere. Converso sim, dona Lia. Só que é tão sazerdote quanto sou marinieiro.

- Ah... bom, meu marido procura um profissional e nos lembramos dele.

- Julgo que tenho... não, greio que não trouxe o endereço do correo dele. É urgende?

- Um tanto.

O Almirante pega um caderno procurando dentro dos garranchos caóticos na multidão de páginas amarrotadas pelo excesso de uso profissional.

- Mas - faz a conversa prosseguir enquanto caça uma anotação que devia estar lá - não era to Monge tas Zete Chavi que tu ia falar, dona Lia.

- Também... então... tu ainda tem.... aquele foti? - diz desenhando cada sílaba com a boca, sem levantar a voz.

- Quais foti? Ah, aquele... antigue?... sim, tenio sim. Mas não estão aqui, posso te endregar na tua casa depois?

- Claro, Almirante, por favor! E aí tu me traz o contato do teu amigo.

Ele fecha o caderno.

- Certo! :)



A Nave Espacial K.L.A.R.A. IX singrava o cosmo a toda velocidade e assim mesmo ignorada pelos gigantes da Nebulosa das Árvores. Por ser pequenina, a mais importante nave de pesquisa da Constelação de Constelações era considerada inofensiva, um erro de avaliação que mantinha a salvo sua tripulação e os importantes tesouros científicos que ela carregava.

(na realidade, Klara corria e passava rente à objetos e superfícies, fazendo manobras com a mão segurando um carrinho de sintético que fazia de nave, tudo sincronizado com barulhos que ela fazia com a boca - por mais que teu pai já tivesse explicado que não existe som no espaço).

= Alto lá!

Estava cercada.

- Guem é tu? - disse outra menina.

- Do gue está brincanto? - eram quatro, dois meninos e duas meninas, todos cantenianos.

- De nave espacial :) - ela mostra o brinquedo azul.


Nos dez minutos seguintes, o Sol, curioso, tentou acompanhar as cinco crianças apostando corridas entre estrelas e planetas que certamente não eram da família dele, cada um com sua embarcação interestelar improvisada, até que se cansaram e correram para um banco na praça que acabara de ficar vago. Para quem via de fora, Klara se distinguia muito do grupo: não tinha pele alaranjada, cabelos negros ou grandes olhos ou orelhas. Nem remendos ou rasgos nas roupas.

- O que fazeremos agora?

- Tu tem o guê para teciar conosco, Klara? - diz o mais novo e mais empolgado do bando.

- T-teciar?

- Ei, Lino, ela é terresdre - o outro garoto intervém. Era mais velho e com um dos incisivos de cima quebrado numa diagonal serrilhada, quase que um canino.

- Derrestres não fazem tecir, Veli?

- Não.

- O que é isso?

Lino faz cara de "ela não sabe mesmo?" e a mais velha de todos, Bia, tira do bolso vários objetos coloridos: botões, tampinhas, pedaços de brinquedos, algumas moedas, a pedrinha que ela usou como nave.

- Tenio isso pala teciar agora, tu pode pegar o gue quiser, mas tem de me dar alco em troca. Ententeu?

Os cantenianos pareciam tão empolgados que Klara ficou sem jeito de dizer "só isso? Meus pais vivem fazendo isso", mas mesmo assim decidiu entrar no jogo. Revirou os bolsos pensando que Maria nunca mencionara esse tipo de brincadeira.

A "nave" azul. Uma chave velha que achara na calçada. Duas balas.

- Quer teciar essa chave tiferente pele minhe duas? - Adi, a outra canteniana mostra o que tinha numa bolsinha presa ao cinto.

Insegura do que fazer, Klara aceita. Dava para comprar quase nada com o valor oferecido, mas ao menos as moedas que ganhara valiam algo.

- E o que tu fará gom essa chave velha, Adi?

- Ela vai enfiar na orelia de gurioso >:( - Bia intervém - Em vez de falar dos outros, mostra o que tu traz nos bolsi, Veli.

Pedras coloridas, daquelas lisas que se encontram nas margens dos rios de Vila Mundi, e um anel de metal, encardido, meio sujo, meio gasto. Klara se move para pegar o objeto, mas o menino fecha a mão antes.

- Não, tu dem nada do gue quero u_u

- Ahhh =/

- Mas ela tem eguivalente, Veli, e voto por uma disputa.

- Ah, Adi, não...

- Disputa?

Isso os pais ela não faziam. Acha.

- É recra do tecir. Não é porque ela é novada que brincaremos errado, sé?

- Sé... mas eu que escolio os desafii!

= Clalo!!

- "Desafii"??

- É assim, ele não guer trocar aquele anel sujo, mas julgo que tua "nave" vale o mesmo tanto. Se tu guiser trogar, dá a "nave", mais algo, e tem de vencer ere em três percunte.

- Se eu vencer ele, nós trocamos?

- É!

- E se tu perder, tu dá para ere a cousa que tu por a mais arém da "nave" em troca.

Aspas em "nave" porque, lembrem-se, era um carrinho :P

- E um beijo!

- Ei!! ò_ó

- Não tem craça, Veli.

- Estou brincanto. Então, prebarada para minias três pergunte? Tu tem de resbonder certo tode três.

- ...........Aceito!!

- Gual a cor de meus olhi?

Os olhos de Veli eram profundamente pretos, com sutis reflexos violeta, como se dois grandes e profundos lagos cercados de laranja cor de pele canteniana. Portanto, seus olhos eram:

- Marialo escuro.

- C-gomo assim?!!

= Ela azertou!! \o/ \o/ \o/

- E quandas cores tem tua saia??

- Azul e rosa e... a saia tem quatro cores: cor de rosa, mas... o azul da cintura é mais clarinho que o da barra e tem uma flor marchinja estampada na minha coxa... - indecisão, enquanto consulta a memória - essa aqui!

= Ela acerdou de novo!!!

- A terceila pergunta - Veli fala mansamente, no tom de voz de que tem uma carta definitiva na manga e ganhará o jogo - é se tu conzegue... chegar andes de mim no outlo lato da praça e ele corre, saindo do repouso até o máximo de sua velocidade de forma espantosa, passos largos ziguezagueando no chão da praça, por entre as barracas, canteiros, árvores e quase trombando nos transeuntes algumas vezes. Ele amava correr, era o mais rápido da classe e da turminha de amigos, nunca que uma menina de saias o alcançaria, ainda mais ele disparando antes dela se dar conta do que aconteceria. Era trapaça, mas estava nas regras.

Chegou lá, alguns adultos o encaravam desconfiados, ele não era o ~tipo de criança~ que os adultos se sentiam confortáveis em ver correndo. Quase prostrou de cansaço, arfava. A respiração naturalmente voltou ao ritmo normal, esperou um pouco mais. Ninguém apareceu. Ela era tão lenta assim? Errou o caminho? Decidiu voltar correndo, com a mesma velocidade e costura por entre os elementos do caminho de antes.

..............!!

Estavam todos lá, Lino sentado no banco, conversando, com Klara e Adi. Bia o esperava em pé.

- Ninquém me alcançou, não é, mana? =p Diz, cheio de si. Cansado, arfando, suando, mas com a vitória nos (grandes) olhos.

- É... e quanto tu perguntou se Glara te alcançaria e saiu gorrendo, ela gritou "NÃO!", mas tu não ouviu.

- Eu agredito - Adi completa - que ela acertou tote três pergunte que tu fez, não concorda?

- Mas ela não ganiou a corrida!!

- Mas, Veli, tu não aposdou uma corrida - Lino - tu pergundou se ela te alcançava, ela disse "não" e azertou.

- D:!

- Agora, explica como du enxerga o gue enxergamos, Klara. Terrestli tem vista ruim!

- Eu não enxergo, Adi - ela mexe a cabeça enquanto fala - uma amiga me ensinou algumas couse e as cores que tinha nessa saia^^

= Ah, lecal =)

- Isso voi trapaça.

- Voi não, Veli - Lino.

- Trapaza foi tu fazer pergunde de couse que era não verá a vida toda - Bia.

- Sabe que julgo isso mui triste? - diz Adi.

- E tu, Lino? Só falta teu tecir - Klara, em um momento mais canteniana que os quatro em volta.

Figurinhas, de vários temas. Um pirulito. Um apito, a gaita que ele usou como "nave" (agora que Klara percebia que era uma gaita) e vários anéis baratos de pedra, sintético e arame que vão todos pelos ares quando outro garoto maior, terrestre, o empurra por trás, pega a gaita e escapa enquanto as crianças ainda estavam tentando entender o que acontecia e segurar o amigo sem caírem todos no chão.

Mas o grandalhão não fora longe, alguém o alcança e o empurra, fazendo-o tropeçar nos próprios pés, perder o equilíbrio e soltar o que tinha acabado de capturar. Não cai como merecia, mas não consegue fazer mais nada enquanto se reequilibrava. Nesse tempo, vê uma menina chutar o objeto caído para o gramado, longe dele, e corre para lá pega-lo.

- KlA.rA!! >=(

Oooops, "sempre há um gigante na Nebulosa das Árvori observando tu", diz um velho ditado da Frota Estelar.

- Foi ele quem começou, mã!!

- E o que foi que te disse sobre brigue, mocinha?

- É para chutar no mei...

- KLARA!!!

"É 'nunca fuja de uma briga' ou é 'não se envolva em brigue'? Decide, mã", diz o espírito da menina enquanto segue muda para a genitora. Atrás dela, as quatro crianças se aproximam do ladrão de forma barulhenta para resolver a situação da forma deles. Alguns adultos chegam até o pequeno caos enquanto a mini-terrestre estava junto, a contragosto, de quem tinha o poder e a criatividade de pô-la em castigo.

- Olá, Klala, tudo bom?

O canteniano de olhos azul-esverdeados bastante escuros sob os repicados e curtos cabelos negros cumprimenta a terrestre de longos cabelos loiros (presos por um arquinho vermelho) e olhos profundamente negros.

- Oi, seu Alferes.

- As pessoas me chamam de "Almilante", mas "Alferes" também tem um som bonito. Tuto bom?

- To sim (move a cabeça num "sim" sério, acompanhado de um bico mal-humorado).

- Que bom =)

- Então, tem mais couse para me mostrar, ou fechamos aqui? - Lia retoma o controle da conversa e afrouxa as rédeas da filha, que olha para trás e vê uma nuvem de confusão onde tinha deixado o ladrãozinho: vários adultos, certeza que ouvia as vozes de Lino ou Veli, muito barulho de discussão.

- Bom, dem isso aqui também - ele põe na mesa uma caixa com colares de pedras coloridas - checaram ontem.

- Que tu pensa, Klara?

- Bonito - diz sem interesse.

- Julgo que levarei não, Almirante.... - Klara deixa os adultos conversando enquanto sua mente viaja em direção aos garoEi! tem algo rolando no chão. Se levanta.

- Klara....

- Só vou ver uma cousa, mã.

Marotamente, dá alguns passos para longe da mãe, que diz nada e chega mais para onde estava uma rodinha de adultos e agora só tinha os seus quatro novos amigos.

- Oi! :D

- Ah, oi... - Veli está sentado no chão, ancorado nos próprios braços voltados para trás desanimado.

- Obricado por tentar pegar minhas couse de volda ("de nada, Lino ^^"), mas não adiandou ("quê??? DDDD:").

- Ele disse que Lino tinha roupado dele e os aduldos acreditaram.

- Roubei ninguém, ele que perdeu aposda.

- E tu sabe, "candenianinho gosda de roubar couse peguene para fazer troque". As pessoas ficaram do lato dele e Veli ficou sem gaita =/

- Onde ele está?

Quadro dedos apontam. A pavimentação vai longe até o outro lado da praça, cheia de gente, cachorros em coleiras, barracas, coisas nas barracas, árvores.... Klara não vê o moleque que procura, mas se quatro cantenianos dizem que ele está lá, é porque eles o enxergam e ela obviamente não.


Com o suspeito desaparecimento da sonda L.I.N.O. na Nebulosa das Árvores, coube à Nave Espacial K.L.A.R.A. IX a missão ir lá, localizar e resgata-la, o que não seria uma missão simples:

Haviam indícios que uma nau dos repugnantes de homens-sem-cérebro do planeta Nimion tinha capturado o artefato, o que significava problemas, já que esse povo beligerante não devolveria o que era dos outros (eram burros demais para aceitar que existem outros povos na galáxia), não depois de muita briga (eram burros demais para saber parar uma).

Assim, toda a tripulação e os sensores estavam atentos ao mínimo sinal, da mesma forma que tentavam ser furtiAAAi minha orelha!!! >_<~*

- Mas olha, uma bailarina - o grandalhão de camisa amarela novamente aparece por detrás dela, a puxando pela orelha e forçando a ficar de um pé só - está me procurando, é?

- ..é.. *ai* ME Solta*ai!*

- E tu sabe o que aconteceu para ir se metendo? A gaita é minha.

- t-tu apo*ai!*stou

Klara tenta se desvencilhar dando chutes com a perna mais alta, mas a posição lhe tira todas as forças, a orelha ardia, ameaçava desgrudar. E, de repente ela estava livre, quase caindo no chão de surpresa.

- Aiaiaiaiaiai.

Agora era a vez dele sentir dor: uma canteniana mais velha que ele, olhos e cabelos negros, presos numa longa trança o pega puxando pelas bochechas.

- Oi, Aécio, faz tempo gue não te via por agui.

- Aiaiaiaiaiai.

- É, eu também senti saudates de tu. Um montão. Agola, devolve o gue é da menina.

- Aiaiaiaiaiai.

- Ele pegou nada de mim, moça.

- Ele perteu uma aposta gomigo e não quis aceidar - surge Lino, seguido pelos outros.

- Que feio isso, Aécio, de perter e não aceitar o resultato. Agora devolve, senão conversalemos eu e tu com teu avô...

- Mas... mas... - o pobre moleque tenta se justificar.

- Se não guisesse perder, não apostasse...

- Oi Catarina.

Surge Klara-mãe, com as compras e um rosto curioso do que a cria foi fazer.

- Oi, dona Lia :D

- Klara está aprontando?

= Não - todos respondem em uníssono, solidários à loirinha. Já estavam na idade de saber que adultos intervindo nos problemas deles dava em desastre.

- Sei :P Mas tudo bem, obrigada por encontrar ela e leve uma moeda para tu comprar um sorvete.

- Oh, obrigata!

E, olhando em volta, vários olhões também pedindo por um sorvete, ou só por um doce ao alcance de uma moeda. Lia se dá conta que entregou presentes na hora errada. Põe a mão no bolso e entrega um valor menor para Bia, Adi, Veli e Lino

= Obricado!!

- Ei, e eu?

...que cara de pau... Lia pensa. Mesmo assim, chega pertinho, põe a mão na bolsa e se abaixa para olhar o menino terrestre nos olhos.

- Quer que EU converse com teu avô, Aécio? Não sou canteniana, mas estava vendo tudo o que acontecia com Klara - ele engole em seco - mas, tó, fique com essa bala, que é o que me sobrou, mesmo tu não merecendo.

- O-brigado.

- Vamos embora, Klara?

= aaaaah....

Sempre está cedo para terminar uma brincadeira, e apesar dos protestos, as duas Sigl se vão.


- Mã, quero bala.

- Não, bala estraga os denti :P


- Ei, Catalina.

- Gue foi, Veli?

- Vamos teciar?



[continua...]





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